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Organizações elásticas
| Autor: |
Sergio Lozinsky |
| Data: |
01 Jul 2003 |
| Mídia: |
Icaro |
Primeiro foi a reengenharia, que fez com que as empresas descobrissem que tinham "gorduras" (gente) demais, e que seus processos de negócios eram executados sem seguir padrões ou modelos que privilegiassem a eficácia e o baixo custo operacional. Uma verdadeira revolução varreu o mundo empresarial no início dos anos 90, e lançou os líderes de negócios em uma busca desenfreada pela competitividade.
Com o avanço da Tecnologia de Gestão e o surgimento dos chamados sistemas Enterprise Resource Planning (ERP) em meados da década de 90, expandiu-se o conceito de Reengenharia, que passou a exigir maior integração entre os departamentos de uma organização, e principalmente um alto grau de automoção dos processos, com significativa redução dos custos operacionais.
Por volta do ano 2000 - com a rápida expansão das tecnologias associadas à internet - a Integração e a Automoção ultrapassaram os muros da empresa, e passaram a contemplar, também, toda a Cadeia de Valor (clientes, fornecedores, parceiros) em que o negócio estava inserido. Via web, todos esses participantes passaram a vislumbrar oportunidades de negócios que só a conectividade via internet tornava possível, por quebrar barreiras de tempo e de geografia.
Mas ainda há outro desafio a vencer: construir um modelo de negócios que possa adaptar-se dinamicamente aos voláteis mercados em que atuamos. Expansões e contrações rápidas são nossa realidade. As empresas vencedoras serão aquelas capazes de aproveitar ao máximo as expansões de mercado, e perder o mínimo nas contrações. Ou seja, aquelas cujos processos de negócios tenham mais custos variáveis do que fixos. Para construir esse modelo são necessárias tecnologia sofisticada e a utilização estratégica de tercerização.
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