 |
|
 |
|
 |
Por que crescer e por que agora?
| Autor: |
Marcelo Pontes |
| Data: |
20 Jul 2003 |
| Mídia: |
Cross |
Em períodos de crise, as empresas costumam alinhar seus custos e ativos a um mercado em declínio. Embora essa ação seja necessária, ela não é uma fonte sustentável de geração de valor para a empresa. Por que algumas empresas crescem, aumentando a rentabilidade dos investimentos de seus acionistas, e outras não? Por que algumas empresas encontram seus maiores vetores de crescimento em períodos em que despertam antecipadamente de uma crise? E por que há empresas que crescem sem adicionar valor para o negócio e outras o conseguem?
Já discutimos essa questão há algum tempo, mas dados recentes de pesquisa realizada pela IBM junto às empresas mais bem-sucedidas em estratégia de crescimento nos fazem retornar ao tema. Nosso estudo demonstra que muitas corporações conseguem crescer a uma taxa bem maior que a média de suas indústrias durante períodos consideráveis. E o fazem ao mesmo tempo em que geram, comprovadamente, valor para seus acionistas.
A pesquisa foi realizada com as empresas que estavam na lista da Fortune 500 em 1992 e 2002. Foram incluídas, também, empresas que caíram da lista durante essa década, totalizando dados completos de 484 companhias. O objetivo foi analisar o crescimento na receita e na criação de valor para o acionista, em dez anos. Comparamos, ainda, as conclusões obtidas com outro estudo similar, conduzido com 502 empresas, entre 1988 e 1998. Foi possível, assim, identificar quais empresas foram capazes de manter um crescimento sustentável durante períodos de ambas as pesquisas.
Ao analisar as estratégias adotadas pelas empresas que conseguiram sustentar um padrão de crescimento superior, pudemos definir uma série de ações que norteia seu desenvolvimento. Padrões comuns entre elas são encontrados em todas as dimensões analisadas, seja na inovação de produtos e serviços, novos mercados, aproveitamento das convergências de suas respectivas indústrias ou maior conhecimento de seus clientes. Mas é importante notar que as opções para crescer sempre estiveram adaptadas à realidade dos mercados e das próprias habilidades.
O compromisso claro com o próprio crescimento, compartilhado por toda a organização, e a definição de como gerar mais valor ao acionista, são elementos comuns aos projetos de crescimento bem-sucedidos. Essas empresas têm definido, também, quais são seus objetos core de atuação e escolheram oportunidades que têm respaldo em suas habilidades-chave. Além disso, conseguiram criar um conjunto organizado de iniciativas de crescimento que continuamente renovam seus negócios. E, sobretudo, conseguem integrar de forma articulada toda a execução de sua estratégia de crescimento.
Mas como fazê-lo? O primeiro passo é desenvolver uma abordagem consistente, buscando selecionar os direcionadores de crescimento a serem perseguidos. É importante associar a essa abordagem uma análise das habilidades inerentes à organização que propiciam o crescimento. A partir disso, é preciso definir um plano de execução realista, fruto de um consenso e compartilhado por toda a organização, e monitorar de forma estreita a diversas atividades do plano e os respectivos benefícios alcançados.
Marcelo Pontes é consultor da IBM Business Consulting Services
|
|
 |
|
Fale com a IBM e tenha as respostas que deseja.
|
|
|
|
 |
 |
|
Ou por telefone:
0800-707-1426
|
|
|