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Governo em 2020. Seis forças mundiais e o mandato de colaboração contínua

Na Índia, 400 milhões de pessoas precisarão de moradia nos próximos 20 anos — esse número é maior que a quantidade de imóveis construídos nos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial. Na Itália, o número de famílias com filhos vem diminuindo e um êxodo em massa está acontecendo. Nos Estados Unidos, empregos industriais foram transferidos para outros lugares do mundo, deixando para trás uma reserva de conhecimento e cidades inteiras construídas para economias baseadas em fabricação que deixaram de existir.

Os governantes do mundo precisam fazer uma escolha: eles podem ser passivos e deixar as mudanças ditar como suas nações se ajustarão. Ou eles podem antecipar as mudanças com estratégias eficientes para melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos, proteger seus interesses e melhorar sua imagem perante o resto do mundo.

Os agentes da mudança

Quais são essas forças inevitáveis?

O IBM Institute for Business Value (IBV) identificou seis forças inevitáveis — chamadas de agentes — que causarão mudanças nos setores públicos de todo o mundo ao longo da próxima década. Juntas, essas forças apresentam oportunidades e ameaças. Embora sejam universais, elas exigem respostas específicas a cada nação, região ou localidade. Esses agentes são:

  • Demografia em transformação. As médias de idade estão aumentando em países desenvolvidos, como Itália, Alemanha e Japão, mas estão caindo em países em desenvolvimento, como a Índia. O que isso acarretará para os setores de serviços, educação e infra-estrutura?
  • Globalização acelerada. Capital, matéria-prima, produtos acabados e mão-de-obra estão mudando entre entidades que antigamente eram consideradas independentes. Quem ganha? Quem perde?
  • Crescente preocupação com o meio-ambiente. De repente, o voto “verde” tornou-se uma força poderosa na política mundial. Como isso irá afetar programas e crescimento civis?
  • Evolução dos relacionamentos entre a sociedade. De que maneira as administrações i podem oferecer serviços seguros e privados em qualquer lugar e a qualquer hora para empresas, cidadãos e até mesmo para outros governos?
  • Crescentes ameaças à estabilidade e à ordem social. De terrorismo a conflitos armados, passando por pandemias e desastres naturais, a natureza das ameaças está mudando. De que maneira os governos podem prevenir-se contra as calamitosas (e geralmente duradouras) conseqüências da falta de preparação e resposta?
  • Impacto em expansão da tecnologia. A Internet está reinventando o panorama das áreas de negócios, saúde e governo. Como isso afetará a privacidade e acessibilidade?

O mandato da colaboração

De que maneira o mundo pode trabalhar em conjunto?

The mandate to collaborate

Baseado mais de duas dezenas de estudos conduzidos junto a especialistas do setor público, a IBV identificou que a abordagem mais eficiente para gestão desses seis agentes é uma tática multicamada e multidirecional chamada colaboração contínua, uma estrutura baseada na extensão da conectividade e cooperação entre representantes, agências, governos e sociedades.

A colaboração surge como uma questão essencial e uma competência necessária nos negócios. Esta estrutura de colaboração também pode ajudar os governos a colaborar com seus cidadãos e parceiros para atingir metas em grande escala e oferecer grandes melhorias na qualidade de vida para todos os envolvidos.

Criação de políticas para os cidadãos junto com os cidadãos

Organização, cultura e governância Organização, cultura e governância

Os governos precisam transformar a maneira com que conduzem negócios públicos. Comunicação, métricas e visibilidade são essenciais para que representantes, parceiros e agências adotem as novas políticas.

SUÉCIA: Controla o tráfego através do diálogo bilateral

Como outras cidades, Estocolmo, na Suécia, enfrenta problemas de trânsito e poluição, resultando em congestionamentos e baixa qualidade do ar. A solução foi a implementação de um sistema de pedágio, cobrando taxas de veículos que entravam ou saíam de determinadas áreas da cidade. O governo local tomou uma posição ativa e colaborativa para desenvolver, medir e implementar esse sistema.

  • Primeiramente, o conselho municipal votou a implementação do teste do programa de pedágio contra congestionamentos.
  • O teste foi realizado durante sete meses, com avaliações de desempenho para identificar se o sistema era ou não bem-sucedido.
  • Foram conduzidas nove pesquisas conduzidas com mais de 10.000 pessoas para avaliar horários, pagamento e canais de informações.
  • Após o piloto de 7 meses, o trânsito caiu 25%; o número de passageiros que adotaram o transporte público aumentou em 40.000 por dia e a emissão de gases causadores do efeito estufa foi reduzida em 40%.
  • Os eleitores aprovaram a implementação permanente após a aprovação do Parlamento Sueco em 2007.

Colaboração além da fronteira

Parcerias, intermediários e intercâmbio Parcerias, intermediários e intercâmbio

De que maneira os governos podem trabalhar juntos para superar obstáculos relacionados a comércio, segurança ou imigração? Um número crescente de empreendimentos colaborativos, como organização e intercâmbios internacionais e supranacionais oferecem suporte e recursos além de suas fronteiras. Isto inclui a União Européia, a Organização Mundial da Saúde e a Organização de Aviação Civil Internacional.

CHINA: Uma única janela abre as portas do comércio

Com 41 regiões alfandegárias, 562 escritórios aduaneiros e mais de 48.000 oficiais aduaneiros, a China gerenciou seu colossal ciclo de vida comercial com sistemas distintos em silo que raramente trocavam informações.

Para manter um ambiente seguro que também oferecesse suporte ao amplo mercado internacional de comércio, a China desenvolveu um porto eletrônico como uma extranet que servisse de janela única para interligar a rede Aduaneira da China com os departamentos de segurança pública, ferroviários, comerciais, de quarentena, câmbio e financeiros nos portos.

Oficiais aduaneiros chineses testaram, refinaram e concordaram com os princípios para facilitação das cadeias de suprimento entre a Ásia e a Europa, com ênfase especialmente em contêineres marítimos navegando entre a China e a Holanda e o Reino Unido.

O fim dos programas genéricos

Interação e serviços personalizados Interação e serviços personalizados

Em todo o mundo, cidadãos sentem-se frustrados por sistemas criados pelo governo com base em programas e serviços individuais, cada um com seu próprio departamento, sistemas e protocolos. As pessoas querem receber serviços que atendam suas necessidades, fáceis de se obter, além de acesso rápido a informações. Elas querem receber serviços de maneiras diferentes, seja pessoalmente em uma central de atendimento, on-line ou por telefone — resumindo, uma central de serviços que esteja a uma ligação, clique ou visita de distância.

CANADÁ: Fornecimento de serviços on-line com toque pessoal

Em 1997, o Canadá anunciou sua meta de tornar-se a nação mais conectada do mundo. A Service Canada foi fundada 2005 com esse propósito em mente: uma central única e integrada de atendimento a vários canais, para uma ampla faixa de programas e serviços federais. Todos os programas agora podem ser acessados pessoalmente em mais de 300 escritórios presentes em todo o Canadá; por telefone, recebendo mais de 500 milhões de ligação por ano; ou pela Web, com mais de 14 milhões de visitas por ano.

Como resultado, a Service Canada:

  • Criou uma rede voltada para seus cidadãos para fornecimento de programas de educação, emprego, moradia e assistência jurídica, entre outros.
  • Expandiu os pontos de atendimento para todo o país, especialmente para comunidades do norte e para comunidades remotas.
  • Estabeleceu parcerias com outros níveis do governo e com fornecedores de serviços comunitários para integrar serviços para canadenses com maior eficiência.

Sobrevivência dos mais sábios

Criação e compartilhamento de conhecimento Criação e compartilhamento de conhecimento

O Bureau de Estatísticas de Trabalho dos Estados Unidos indica que, entre 2004 e 2014, o crescimento da porcentagem de trabalhadores com maior média de idade será bem maior do que a porcentagem de trabalhadores com menor média de idade. Esta força de trabalho em amadurecimento exige novos modelos empregatícios e de compartilhamento de conhecimento, como mentoria da próxima geração, horários de trabalho flexíveis e oportunidades de melhoria de habilidades para trabalhadores mais antigos.

PENSILVÂNIA: Novas idéias para antigos trabalhadores do conhecimento

Com a evolução dos modelos comerciais, o estado da Pensilvânia experimentou a pressão competitiva e a fuga de empregos. Mas a Pensilvânia possui grandes conhecimentos em sua força de trabalho e recursos intelectuais e tecnológicos além de um orçamento estável para apoiar a retenção e crescimento dos negócios. Muitas de suas iniciativas servem como modelos nacionais de desenvolvimento econômico, incluindo:

  • Ben Franklin Technology Partners — reúne o melhor dos cidadãos, das idéias e da tecnologia da Pensilvânia para servir de catalisador do avanço da economia baseada em conhecimento do estado.
  • Pittsburgh Digital Greenhouse — um consórcio público/privado que inclui empresas locais e universidades estaduais. Este consórcio promove o segmento de mercado de tecnologia no sudoeste da Pensilvânia.
  • Keystone Innovation Zones — reúne universidades e outras instituições de educação superior com empresas e organizações de desenvolvimento econômico locais para incentivar as áreas próximas às universidades a criar oportunidades para que empreendedores estabeleçam e desenvolvam empresas.

Nomes de outras empresas, produtos, ou serviços podem ser trademarks ou marcas de serviço de outras.